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domingo, 4 de setembro de 2011
E de repente Esther viu um nova possibilidade. Havia vida naquela conversa toda. Vida pulsando. Vontade de outra chance. Os olhares se cruzavam entre histórias engraçadas. Esther permitiria? O vento soprara por diversas vezes. Um sinal? Em sua cabeça, na volta para casa, dois papéis...Agora ela sabia muito mais. Não podia deixar de pensar naquela que por instantes tantos arrancara-lhe risos e metera-lhe na cabeça uma interrogação...
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Enquanto Esther se voltava completamente a não esquecer-se de Janaína e, dessa forma, reviver todas as angústias do passado, inclusive dores que ainda não elaborara e enquanto Alice se esforçava para não amar, Gisela ria dentro dela. Descobria seu corpo, suas vontades e, ao se permitir, descobria coisas bonitas. Gisela estava sendo. Essa era a graça: Ser. Gisela era. Tinha sido há muito tempo e, agora, sentia como era especial dividir, compartilhar tudo isso consigo mesma e com o outro. Ser simples era a maior complexidade. E ela atingia essa complexidade. Atingia sentir o vento em sua cara, em sua alma, em sua vida. E, por tudo isso, ria.
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