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domingo, 4 de setembro de 2011

E de repente Esther viu um nova possibilidade. Havia vida naquela conversa toda. Vida pulsando. Vontade de outra chance. Os olhares se cruzavam entre histórias engraçadas. Esther permitiria? O vento soprara por diversas vezes. Um sinal? Em sua cabeça, na volta para casa, dois papéis...Agora ela sabia muito mais. Não podia deixar de pensar naquela que por instantes tantos arrancara-lhe risos e metera-lhe na cabeça uma interrogação...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O que mais Gisela sabia agora? Que adorava senti-lo dentro dela (esse outro que não era M). Isso era a alegria.  E ela fugira. Fugira para saber que ele, dentro dela era para sempre. M estava morto. Morto dentro dela. De seu coração. Agora, ganhara o mundo. Arrumava malas. E o carregava dentro de si. E viver custava-lhe menos que o pensamento, como no poeta que amava.

terça-feira, 10 de maio de 2011

A água corria fina num mínimo córrego de meio de rua. E Gisela percebeu a fonte, o lugarinho de onde emanava a água que escorria fina e imperceptível para rua de cidade grande. Olhou o buraquinho, percebeu o movimento, lembrou-se de cenas da noite anterior. Pensou que o estava a cativar e pensou que estava a ser cativada por ele. Era impossível? Nada mais lhe era impossível. Sabia, sabia. Sorria e via a água correr, vinda de um mínimo e ela era um mínimo ali naquela rua, naquela cidade, naquela vida. E apesar de mínima, ela era. E ser e estar sendo era. Bastava e era feliz. Extraordinário.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Alice e Esther por um tempo sumiram? Gisela sequer conseguia sentir solidões. Gisela, por esses tempos era puro encantamentos. Sorria, sozinha, antes de dormir. E sentia como se o tamanho do mundo a invadisse antes do sono mais profundo. Sonhava coisas lindas e acordava sem pensar em M. Ao menos da forma anterior. E achava que deveria ligar para Alice, para Esther. Eram irmanadas de uma maneira não apenas consanguínea. Sabiam. Mas. Eram alguns "mas" o que embargava tanta coisa boa na vida, pensava simplesmente (e como demorara para atingir a simplicidade!) Gisela. Fazia café pela manhã, bem cedinho, com o principiar do dia. Bebia-o em canecas (como gostava), assoprando um pouco de esperança para a sua vida. E assim o fazia porque isso era bom. E ela queria o bom da vida. Queria.

sábado, 23 de abril de 2011

Esther não entendia que força era aquele que possuía Janaína para entrar e sair de sua vida quando assim desejasse ou ainda mesmo quando nem mais desejava. Esbravejou contra dois ou três pensamentos que a atingira. Aquele mês, desde a conversa com Gisela, desde que sua irmã trouxera à tona aquele assunto, tinha sido um inferno. Voltara a fumar. Voltara a percorrer as ruas todas. Voltara a ouvir o choro abafado da criança que ela não permitia falar o nome, não permitia que...Gisela sofria, sim, mas onde o direito de fazer aquilo? Onde? Lembrara-se, Esther, de que ficara trancada por tempos, e...Não. Decididamente não mais. Mas, como?

As palavras e os sentimentos de Esther me chegavam assim: entrecortados e confusos. Escrever essas três mulheres não seria nada fácil. E eu? Me pergunto a mim: e eu, onde eu?
Gisela sangrava. Doía, doía, doía. Levou a mão até o peito e depois olhou os dedos para ver se havia sangue. Não havia. O toque entre os dedos lembrou-lhe carícias antigas e, depois, a solidão. Gastou tempo infindo com o gesto nas mãos e na cara, uma expressão vazia. Passadas duas horas, Gisela foi para o quarto e deitou-se feito moribunda. Cruzou as mãos por sobre o peito e pensou: E se?