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terça-feira, 10 de maio de 2011

Alice não sabia de si. Nunca mais saberia de si. Alice não existia, apenas vivia um dia atrás do outro. Alice era água limpa de cuia que queria lavar um passado qualquer, longíquo, inesquecível, ferino, mas também feliz.
Alice não era. Mas, pulsava, pulsava, pulsava. E só.

sábado, 23 de abril de 2011

Alice, que não compreendia o amor simplesmente porque sentia medo e porque achava que compreender é justificar, Alice encheu taças e taças de vinho tinto, espesso e embebedou-se. Dormira pesadamente. Perdera a hora para mais um dia em que sentia como se nada fizesse e que para ela era como não ter vivido. Permitiu-se ficar de ressaca, vestida em pijamas, em cima da cama, com o pensamento ela mesma não quereria saber em que lugar.