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terça-feira, 10 de maio de 2011

Alice não sabia de si. Nunca mais saberia de si. Alice não existia, apenas vivia um dia atrás do outro. Alice era água limpa de cuia que queria lavar um passado qualquer, longíquo, inesquecível, ferino, mas também feliz.
Alice não era. Mas, pulsava, pulsava, pulsava. E só.

sábado, 23 de abril de 2011

Esther não entendia que força era aquele que possuía Janaína para entrar e sair de sua vida quando assim desejasse ou ainda mesmo quando nem mais desejava. Esbravejou contra dois ou três pensamentos que a atingira. Aquele mês, desde a conversa com Gisela, desde que sua irmã trouxera à tona aquele assunto, tinha sido um inferno. Voltara a fumar. Voltara a percorrer as ruas todas. Voltara a ouvir o choro abafado da criança que ela não permitia falar o nome, não permitia que...Gisela sofria, sim, mas onde o direito de fazer aquilo? Onde? Lembrara-se, Esther, de que ficara trancada por tempos, e...Não. Decididamente não mais. Mas, como?

As palavras e os sentimentos de Esther me chegavam assim: entrecortados e confusos. Escrever essas três mulheres não seria nada fácil. E eu? Me pergunto a mim: e eu, onde eu?
Gisela sangrava. Doía, doía, doía. Levou a mão até o peito e depois olhou os dedos para ver se havia sangue. Não havia. O toque entre os dedos lembrou-lhe carícias antigas e, depois, a solidão. Gastou tempo infindo com o gesto nas mãos e na cara, uma expressão vazia. Passadas duas horas, Gisela foi para o quarto e deitou-se feito moribunda. Cruzou as mãos por sobre o peito e pensou: E se?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Alice não compreendia o amor. Alice não compreendia como uma pessoa entra na vida de outra, mexe, embaralha, muda as coisas de lugar e, depois, vai-se embora muito tranquilamente como se não tivesse feito nada.
Alice nunca, nunca deixaria ninguém vir bagunçar a sua vida. Nunca abriria mão de seus planos, nunca se jogaria nos abismos em que Esther e Gisela sempre se jogaram. Ela não.